Seria o controle de produção ou prestação de serviço mera burocracia?

Evidenciar que a empresa implementa sua produção ou sua prestação de serviço sob condições controladas, é uma das exigências para qualificação de empresas e fornecedores na ISO. Mas deixando de lado por um pouco uma exigência da área de normalização, controlar produção ou sua prestação de serviço seria uma mera burocracia?


Vamos ver.

1. Se uma empresa pretende que o resultado do seu fornecimento gere um mínimo de satisfação do seu cliente, provavelmente irá se importar com que o fluxo do seu processo de trabalho esteja claro e eficiente e que não gere retrabalho, desperdícios, devoluções etc.


2. Se esta mesma empresa quer ainda se manter competitiva, provavelmente irá desejar realizar seu processo de trabalho com os recursos certos, com as informações certas e no menor tempo possível ("time is money", correto?).


Agora, até aqui tudo bem. Estes dois itens acima são de certo modo "padrão" para quem quer se manter no mercado. O problema é quando algumas empresas passam a ver o que vem a seguir como "burocracia". Uma pessoa normal, teme burocracia. É um sentimento normal. Torna-se no entanto um sentimento preocupante quando condições de controle passam a ser vistas como burocracia apenas por que demandam tempo, gente, documentação, etc. E porque preocupante? Por que a falta de domínio, análise e rastreabilidade das condições de controle, se aproxima bastante da falta de garantia de um fornecimento feito com economia e com segurança.


Processos sob condições controladas vão gerar maior custo? Em alguns casos isto é possível, pelo menos no início. Mas e processos de produção e serviço feitos sem o devido controle? Certamente irão gerar custos adicionais, custos não previstos e não orçados, e riscos que, caso se manifestem, podem inclusive retirar uma empresa do mercado por conta de perdas de contratos e mesmo sanções legais.



E é a partir deste entendimento econômico e responsável, que empresas com maior chance de prosperar estão atentas a necessidade de aplicar atividades de monitoramento e medição ao longo do seu processo de produção e prestação de serviços. Monitorar vai requerer supervisionar, observar, acompanhar o que é feito, como é feito, quem são os responsáveis, etc. Medir vai requerer expressar medidas de controle que indiquem a razão entre "como está" e "como deveria estar".


Vamos a um exemplo prático em uma instalação de andaimes feita por um prestador de serviços de assistência técnica de uma concessionária de grande porte:

  • Etapa do processo: Instalação do Andaime;

  • Frequência: A cada 5 instalações;

  • Executado por: equipe de campo;

  • Critérios de aceitação do processo: Ausência de Desgastes no Rodízio e no Pino-Trava;

  • Instruções do trabalho: IT-A01;

  • Registro da Medição ou monitoramento: Ficha de controle da ordem de serviço;

  • Objetivo do controle: Rodízio sem qualquer rugosidade, fissura ou deformação. Pino-Trava com redução em seu diâmetro de no máximo 10%.


Pelo exemplo acima pode-se perceber quão mais fácil, seguro e econômico será "liberar" esta etapa do processo para que o seguinte ocorra, tendo rastreabilidade sobre os responsáveis que liberaram a etapa e modos objetivos de se obter evidência de conformidade com o critério de aceitação, gerando maior segurança, maior padronização do processo, resultando em custos menores. E isto é controle eficiente e moderno. Burocracia é aquilo que eventualmente se irá enfrentar ao lidar com produção ou serviço devolvido, rejeitado ou danoso às pessoas e à sociedade.


Vamos em frente no controle de processos de produção ou prestação de serviço?


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