Pensando em uma Política de Governança Corporativa?

O economista Luc Laeven quando estava a frente do Departamento de Pesquisa do Fundo Monetário Internacional (FMI), firmou, não faz muito tempo, que o mercado premia as empresas que estão preparadas para adotar atributos de governança além daqueles exigidos por leis e práticas corporativas comuns nos seus países de origem. Atualmente, como Diretor-Geral do Departamento de Pesquisa do Banco Central Europeu, o especialista nos faz perceber que é sabido que a despeito dos custos associados à melhoria da governança corporativa no nível das empresas, que muitas optam por adotar disposições de governança corporativa além daquelas "padrão" já adotadas na sua região de atuação, uma vez que essas melhorias na governança corporativa costumam ser positivamente associadas aos processos de valuation e avaliação da empresa.


Por outro lado, empresas que optam por não adotar quaisquer mecanismos sólidos de governança tendem a se tornarem empresas de capital fechado, com decisões concentradas em um pequeno grupo de sócios. E aí, entendemos que jaz o risco para as empresas brasileiras, o risco de "encolhimento" em um mercado extremamente competitivo como é o mercado brasileiro hoje. Sempre convém lembrar que a governança corporativa também aumenta o valor para o acionista a longo prazo, por conta do mero processo de prestação de contas dos gerentes e aumenta assim o desempenho da empresa.


Sempre é bom lembrar que uma boa Governança Corporativa também ajuda a eliminar o conflito de propriedade e controle ao se definir, com clareza, a linha que separa atribuições de administradores e de acionistas ou sócios controladores

Já são fartas as evidências de que a maioria das empresas internacionais estão bem avançadas na busca de conformidade com as boas práticas de governança corporativa; e quanto maior for a conformidade com as boas práticas de governança corporativa, mais forte será a competitividade da empresa.


Por óbvio, não há como negar que existe sim uma clara relação entre governança corporativa e competitividade corporativa, algo mais do que necessário às empresas brasileiras nos dias atuais.


E aqui elencamos algumas, somente algumas, importantes práticas de Governança Corporativa que podem ser implantadas por empresas de diversos portes:

  • A responsabilidade de exercer uma função econômica com uma sensibilidade consciência da mudança de valores e prioridades sociais como, por exemplo, respeito ao meio ambiente e ações de apoio a conservação deste; contratação e relacionamento justo com colaboradores; e uma postura mais ética em relação aos clientes no que tange a informação correta, tratamento justo e proteção contra lesões (como no caso da LGPD).

  • Adotar padrões internacionais de transparência, reforçando a credibilidade da empresa no mercado.

  • Máximo respeito aos requisitos regulatórios e legais vigentes.

  • Atuar de modo íntegro e transparente, dando tolerância zero para qualquer indício de corrupção e fraude, seguindo, através de um programa de #compliance, os termos da Lei Federal nº 12.846/2013 (Lei Anticorrupção ou Lei da Empresa Limpa).

  • Ter um sistema de gestão de compliance eficaz em toda a organização permite que uma organização demonstre seu comprometimento em cumprir leis pertinentes, requisitos regulamentares, códigos setoriais da indústria e normas organizacionais, assim como normas de boa governança, melhores práticas geralmente aceitas, ética e expectativas da comunidade (ABNT NBR ISO 37301:2021).

  • A depender da estrutura da empresa, estabelecer grupos de trabalho ou comitês específicos para lidar com auditoria interna, auditoria de 2a e 3a parte, e decisões de investimento ou desinvestimento.

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