Com erros e acertos, o ESG veio pra ficar

Podemos resumir o ESG como um conjunto de atividades corporativas que buscam contribuir para o equilíbrio da sustentabilidade, incluindo as dimensões econômica, ambiental e social, bem como suas inter-relações dentro e ao longo da dimensão do tempo. Na definição de Lozano, da Universidade de Gävle na Suécia, o expediente do Environmental, social, and Governance (ESG) aborda ainda os sistemas da empresa, ou seja, operações e produção, gestão e estratégia, sistemas organizacionais, compras e marketing e avaliação e comunicação, bem como com o papel de seus stakeholders principais.

Neste exato momento gestores de ativos procuram responder a uma demanda crescente de investidores por evidências de ESG e respectivos retornos e começaram a integrar o ESG em suas estratégias através de mecanismos de exclusão e ao mesmo tempo de integração total do ESG no processo de seleção de títulos e montagem de um portfólio.


Apesar de críticas de alguns gestores quanto a possibilidade de que as "carteiras ESG" não apresentarem, por enquanto, uma diferença significativa de retorno entre empresas com ratings de ESG baixos ou altos, há uma formação unânime de conceito atualmente em curso, apontando para uma real influência significativa das variáveis ​​ESG na captação de investidores.


E isto ocorre muito em razão dos critérios vinculados aos esforços de grandes empresas para redução de emissões, consumo desequilibrado, combate às mudanças climáticas e os esforços de mitigação das emissões de gases de efeito estufa (GEE), atendendo aos princípios da COP21.


Com erros e acertos o ESG veio pra ficar, e a razão, resumidamente, é que:

  1. Cai o número de investidores dispostos a lidar com empresas que negligenciam suas responsabilidades sociais e ambientais ou que não tenham traços mínimos de governança eficiente, gerando com isso riscos que não podem ser desconsiderados;

  2. Surgem exemplos diversos de empresas que passam a ser melhor precificadas por conta principalmente do desempenho na dimensão governança;

  3. Não há como negar que o poder de barganha das agências de classificação (os ratings ESG) cresceu exponencialmente. Mesmo com críticas de que isto poderia implicar em um conceito tendencioso de sustentabilidade, os ratings ESG estão aí e isto é uma realidade a se aceitar ou administrar;

  4. Há por outro lado os que afirmem que são justamente os ratings ESG que estão permitindo que gestores de ativos, bancos, corretoras, fundos de investimento possam avaliar o desempenho corporativo de empresas de uma forma mais robusta e precisa;

  5. É unânime no mercado a percepção de que o ESG diz muito sobre a capacidade de uma empresa de mitigar os riscos relacionados às partes interessadas.

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